Sobre a World Press Photo que abre em Curitiba, fotografia e seus poderes narrativos.

FOTO: O Território da Esperança – Priscila Ribeiro

Se existe uma fotografia, é porque aconteceu, não é? ERRADO.

A IA desmontou tudo isso, que já era uma concepção errada na sua natureza, muito antes da IA existir da forma como existe hoje. Já ouviu dizer que “todo ponto de vista é a vista de um ponto”? Pois muito que bem… Hoje o texto vai ser longo, mas vai valer a pena. Juro juradinho.

O caminho é esse: eu começo em 1935, passo pelo nazismo, venho pro Brasil da ditadura, chego no Brasil de agora e termino numa sala no centro de Curitiba. Segura a minha mão que a gente chega lá.

Fotografia não é prova de verdade. Tão chocados? Fotografia é prova de que alguém apontou uma câmera para alguma coisa, de um determinado lugar, num determinado instante, e decidiu que aquilo valia a pena ser registrado. Tudo o que ficou fora do quadro também foi decisão dessa pessoa.

E quando uma tecnologia nova chega, os primeiros a ter acesso a ela são quem? Quem já tem dinheiro e quem já tem púlpito. Câmera cara, filme caro, revelação cara, gráfica cara. No começo, fotografar e publicar foi privilégio de pouquíssima gente. E quem controla a mídia, controla a narrativa.

O que o fotojornalismo faz é quebrar exclusividade. A imagem continua sendo encomendada por alguém, sempre foi. O que muda é que quem encomenda não é quem está sendo fotografado, e que existe mais de uma câmera apontada pra mesma coisa. Uma imagem pode desmentir a outra.

Um filósofo já tinha avisado, em 1935

Tem um filósofo… (lá vem a chata, vai chata, fala) Walter Benjamin, que escreveu em 1935 “A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica”. Quem conhece sempre cita a ideia de que a obra perdeu o aqui e agora irrepetível quando passou a poder ser reproduzida. Pra mim, hoje, o que importa é o epílogo.

A classe trabalhadora e operária alemã queria mudar quem é dono do quê: terra, salário, propriedade. O fascismo chega prometendo não mexer em nada disso, e mesmo assim precisa dessa multidão. Então oferece expressão no lugar de direito. Dá à massa a chance de se ver desfilando, organizada, imensa, bonita.Tuo através das fotos que ele fazia e mandava publicar. O operário não ganha casa, mas ganha uniforme, pertencimento e a sensação de fazer parte de uma coisa enorme.

Benjamin chama isso de estetização da política, e diz que esse caminho termina sempre igual. Se a política virou espetáculo, ela vai precisar do maior espetáculo que existe. E o maior espetáculo que existe é a guerra (calma galera, essa pode ser o máximo de guerra que teremos, vamos torcer? Já está caótico. ERIKA HILTON, FAÇA ALGUMA COISA).

O nazismo, e duas câmeras

E em 4 de outubro de 1933 os nazistas aprovaram a Lei dos Editores, que passou a exigir de todo jornalista registro, “confiabilidade política” e ascendência ariana. Cerca de mil e trezentos perderam o emprego. Lembra do que eu disse lá em cima, que quem controla a mídia controla a narrativa? Pois é.

Existe uma série de fotografias feitas por volta de 1927 no estúdio de Heinrich Hoffmann, em Munique. Nelas Hitler aparece sozinho, de pé, fazendo gestos. Braço erguido, mão aberta, dedo apontado, punho fechado. Ele está ensaiando. Pediu as fotos para se olhar depois e escolher qual pose funcionava melhor para o que ele queria construir. Quando viu o resultado mandou destruir os negativos. Hoffmann não destruiu (valeu, Hoffmann), e elas vieram a público nas memórias dele, em 1955.

Hitler ensaiando poses de orador no estúdio de Heinrich Hoffmann. Bundesarchiv, Bild 102-10460 / Hoffmann, Heinrich / CC-BY-SA 3.0.

Hoffmann recebia royalties por cada uso da imagem de Hitler. Cada selo, cada cartaz, cada retrato pendurado em repartição pingava dinheiro na conta dele. (Eu também não apagaria, Hoffmann, quem vai julgar.) Nem preciso dizer que ficou milionário fotografando um único homem. A construção daquele mito foi um projeto ideológico e também um negócio privado, com contrato e participação nos lucros.

Em agosto de 1944, duas câmeras funcionaram dentro desse sistema.

A primeira pertencia à SS, a organização do partido nazista que administrava os campos de concentração. Com ela os alemães filmaram um documentário sobre Theresienstadt.

Vou contextualizar pra ninguém se perder: uma cidade murada que eles simplesmente esvaziaram, expulsando os moradores, para encher de novo com os judeus que eles quisessem trazer para lá. (A gente vai se informando e vai ficando chocado, né? Eu sei.)

Antes das filmagens pintaram fachadas, abriram um café e montaram um parquinho. E deportaram gente para Auschwitz, porque o lugar estava cheio demais para parecer confortável. (quem nunca arrumou a mesa do escritório pra tirar foto e fingir que não é um caos, né?)

A Cruz Vermelha visitou em 23 de junho daquele ano e disse que estava tudo certo. Os efeitos diplomáticos da visita foram ótimos para o modelo nazista.

O mapa de Terezín com o trajeto planejado para a visita da delegação da Cruz Vermelha. O roteiro da mentira, desenhado. Domínio público, via Wikimedia Commons.

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A direção do filme foi entregue a Kurt Gerron, ator e diretor judeu (pasmem, judeu), famoso antes da guerra, SIM, ELE ERA UM PRESIDIÁRIO DAQUELE LUGAR. Ele dirigiu a encenação da própria mentira (fico imaginando o processo doloroso a que esse homem foi submetido).

Em 28 de outubro de 1944, terminado o trabalho, foi colocado no último trem de Theresienstadt para Auschwitz e, ADIVINHA, ASSASSINADO (ai ai, quem diria). O filme nunca chegou a ser exibido e sobrevive em fragmentos. (Fui atrás de onde, porque eu também queria saber: estão no Yad Vashem, em Israel, e no arquivo Steven Spielberg do museu do Holocausto em Washington. Sobraram uns vinte minutos no total, e eles foram aparecendo aos pedaços. Quinze minutos em 1964, mais sete em 1987, e outra sequência só em 1997. Levaram trinta e três anos pra juntar os cacos de um filme que nunca foi exibido.)

Agora vem o outro lado, porque eu disse que existiam duas câmeras, certo?

A outra câmera foi contrabandeada para dentro de Auschwitz-Birkenau, provavelmente com um resto de filme virgem. Com ela, membros do Sonderkommando fizeram quatro fotografias.

Contextualizando de novo: Sonderkommando eram os homens judeus escolhidos na chegada ao campo e obrigados, sob ameaça de morte imediata, a trabalhar dentro das câmaras de gás e dos crematórios.

Duas fotos mostram corpos sendo queimados em fossas a céu aberto. Duas mostram mulheres sendo levadas para a câmara de gás. A autoria é atribuída a Alberto Errera, judeu grego de Salônica. Os negativos estão hoje no Museu Estatal de Auschwitz-Birkenau (esse tava mais fácil de achar). Segue:

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As quatro fotografias do Sonderkommando, Auschwitz-Birkenau, agosto de 1944. Atribuídas a Alberto Errera. Domínio público, via Wikimedia Commons.

Essas quatro fotos são tremidas. Estão tortas. Em algumas, metade do quadro é tomada pelo breu da porta do crematório, porque foram feitas às pressas, afinal, foram tiradas por alguém que seria morto se fosse visto.

São tecnicamente péssimas.

E essa é a diferença que nos faz voltar para o início desse texto: dependendo de quem era a câmera as imagens saem boas ou ruins, e contam histórias diferentes, porque dependem da experiência de quem está atrás dela.

As duas câmeras existiam no mesmo regime ao mesmo tempo. O que separa a narrativa e a qualidade de uma e de outra é o olhar de quem fotografa.

E o Brasil?

Em 25 de outubro de 1975, Vladimir Herzog morreu sob tortura no DOI-CODI de São Paulo. Para sustentar a versão de suicídio, o Estado brasileiro produziu uma fotografia e distribuiu à imprensa. Nela se vê o corpo dele pendurado na grade da cela, com o cinto do macacão no pescoço e os joelhos dobrados. É a foto de um homem alto demais para a grade em que teria se enforcado.

Quem fez foi Silvaldo Leung Vieira, 22 anos, aluno do curso de fotografia da Polícia Civil de São Paulo. Décadas depois ele confessou que a imagem era mais uma farsa da ditadura. O legista Harry Shibata admitiu, em 1978, ter assinado o laudo sem examinar o corpo. O atestado de óbito só foi retificado em 2013, passando a registrar morte por lesões e maus-tratos durante interrogatório. Em março deste ano, pesquisadores da Unifesp identificaram a sala exata onde a cena foi montada.

Trinta e oito anos entre a fotografia e a verdade.

E tem uma segunda camada:

O homem que organizou o fotojornalismo brasileiro moderno chamava-se Jean Manzon. Francês, chegou ao Brasil em 1940 e entrou no DIP, o Departamento de Imprensa e Propaganda do Estado Novo. Pesquisadores discutem até hoje se cabe chamá-lo de fotojornalista, porque boa parte do trabalho dele era encenada (a resposta é não, não dá, encerrada a discussão). O “Roteiro do Norte”, encomendado pelo DIP, é descrito como fraude fotográfica.

Podemos concluir que o fotojornalismo brasileiro não nasceu contra o poder. Nasceu nas entranhas dele.

Mas calma, a história não é bloco fechado. Ela é contada de novo a cada geração.

Por exemplo: Claudia Andujar fotografou os Yanomami e foi expulsa da região pelo regime militar em 1977, depois de denunciar invasão de terra indígena. No ano seguinte fundou a Comissão Pró-Yanomami.

Quer mais um? Evandro Teixeira passou quase 47 anos no Jornal do Brasil e fotografou a Passeata dos Cem Mil. Sebastião Salgado, que morreu em maio do ano passado, construiu a obra mais vista que esse país já produziu.

Foi assim que a câmera mudou de lado. Levou um tempo e uma galera corajosa.

E aí chegou a inteligência artificial

Agora a gente tem um desafio ainda maior. A foto de Hitler ensaiando é encenada, mas ele estava ali, de pé, fazendo aquele gesto. O filme de Theresienstadt é uma fraude, mas aquelas pessoas existiram, e tudo o que estava ali era real. A foto do Herzog na grade é uma farsa, mas havia um corpo naquela cela. Sempre sobrou alguma coisa dentro do quadro para desmentir quem mandou fotografar.

É esse resto que a imagem gerada por IA não tem.

Vivemos com essa desgraça bênção da inteligência artificial. (sério, que relação de amor e ódio). Alguém faz uma lei. ERIKA HILTON, FAÇA ALGUMA COISA.

(Ela fez, aliás. Em janeiro deste ano a deputada acionou o Ministério Público Federal e a ANPD contra o X, porque o Grok estava sendo usado pra gerar imagem sexualizada de pessoas reais, inclusive de crianças e adolescentes. Pediu suspensão da ferramenta e multa de quinhentos mil por dia. E a Câmara aprovou projeto que pune com dois a seis anos de prisão quem produz ou espalha nudez falsa feita por IA. Então retiro o que eu disse: alguns estão fazendo.)

Voltando, o ponto é:

Quando tudo pode ser gerado, qualquer imagem incômoda pode ser descartada como invenção, e aí podemos finalmente ficar só com o que comprova o nosso viés de confirmação. E a ameaça real é a gente parar de acreditar em foto verdadeira.

Só que esse movimento já aconteceu antes, meus amores. Tudo se repete ete ete. Toda vez que a tecnologia da imagem muda, quem está no poder descobre um uso “novo” pra ela. Novo bem entre aspas porque o objetivo nunca muda: “qual vai ser a forma de convencê-los melhor?”.

E, infelizmente, isso está acontecendo agora. E precisamos estar atentos, mais do que nunca.

Dois casos, de duas semanas atrás

No domingo, 11 de outubro, teve ato pró-Lula na Avenida Paulista. Alguns acessos da estação Trianon-Masp amanheceram pichados, e isso é verdade. A CPTM publicou as fotos no próprio site.

No dia seguinte começou a circular outra imagem: uma mulher negra, sozinha, limpando aquelas pichações, com a legenda “enquanto o Brasil celebra o feriado, trabalhadora limpa pichações deixadas após ato pró-Lula”.

A foto original da CPTM mostra as mesmas pichações. Sem ninguém nelas.

A mulher foi inserida. A Lupa submeteu a imagem ao Hive Moderation, que apontou mais de 90% de chance de geração artificial. E o conteúdo foi compartilhado no canal oficial da campanha de Flávio Bolsonaro no WhatsApp, sem o aviso de IA que o TSE exige.

Piada? Se fosse, seria de muito mau gosto. Mas é pior, é o soco no estômago da realidade.

Checagem da Agência Lupa, 12 de outubro de 2026.

Agência Lupa

O que acrescentaram foi uma pessoa que não existe, escolhida a dedo: uma mulher negra, trabalhadora, limpando a sujeira que a esquerda deixou, povo não joga baixo não, joga subterrâneo. Como que isso pode circular EM VEÍCULOS OFICIAIS DE COMUNICAÇÃO, MEU POVO?

Três dias antes, outra. Uma foto de dois eleitores do PT na fila de votação, com tornozeleira eletrônica circulada em verde. Também gerada por IA, com a marca d’água da OpenAI dentro do arquivo, os caras não se ajudam. Já tinha mais de 4 mil compartilhamentos quando o Aos Fatos desmentiu.

Checagem do Aos Fatos, 9 de outubro de 2026.

checagem-aosfatos-tornozeleira

E não são casos isolados. O VigIA, projeto da Lupa, monitorou de 16 de agosto a 28 de setembro e encontrou 920 publicações feitas ou alteradas com inteligência artificial. Cerca de vinte por dia. Em 60% delas não tinha aviso nenhum.

Como podemos observar, nenhuma das duas discute moradia, salário, imposto, meio ambiente, políticas públicas, saúde, saneamento básico. Uma oferece indignação, a outra oferece desprezo. É expressão no lugar de direito, exatamente como ele descreveu.

No nazismo, para fabricar uma imagem capaz de fazer a massa sentir, era preciso estádio, cem mil pessoas, tocha, uniforme, orçamento e um fotógrafo contratado. Hoje é preciso uma frase digitada, e dá pra fazer vinte por dia.

Para se fazer mais perguntas, em Curitiba, no dia 27 de outubro

Na Caixa Cultural, a World Press Photo 2026. Fica até 20 de dezembro, e a entrada é gratuita.

A World Press Photo é o concurso de fotojornalismo mais antigo e mais importante do mundo. Existe desde 1955, é holandês, e funciona como uma espécie de Oscar da fotografia de imprensa. Nesta edição foram 57.376 fotografias inscritas, de 3.747 fotógrafos, em 141 países. Um júri de 31 profissionais escolheu 42 projetos premiados, e a edição deste ano trata também das imagens feitas por inteligência artificial.

São esses 42 que estão vindo para cá.

WPP-Exhibition2026-Curitiba

E vale saber como a World Press Photo lida com a inteligência artificial, porque a posição é dura. Em novembro de 2023 o concurso chegou a liberar imagem gerada por IA numa das categorias, e voltou atrás em poucos dias. Desde então, imagem sintética e preenchimento generativo estão proibidos em todas elas. Nesta edição a proibição alcança até os recursos de IA que já vêm embutidos nos programas de edição, e os arquivos originais dos finalistas são entregues e examinados por peritos independentes.

Ou seja: para entrar naquela parede, a foto precisa provar que alguém esteve lá.

Separated by ICE by Carol Guzy

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A Foto do Ano chama “Separados pelo ICE” e é de Carol Guzy, publicada pelo Miami Herald. Foi feita em 26 de agosto de 2025, num prédio federal de Nova York. Mostra o momento em que Luis, um migrante equatoriano que segundo a família não tinha antecedente criminal nenhum, é detido pelo ICE logo depois de uma audiência de imigração. Mulher e três filhos ficaram para trás, sem renda. O júri justificou a escolha dizendo que a imagem mostra a aplicação sistemática de uma política de governo, e não um caso isolado.

Os dois finalistas também estarão lá. Um é de Saber Nuraldin, da EPA, que fotografa Gaza desde 1997: palestinos subindo num caminhão de mantimentos na passagem de Zikim, em 27 de julho de 2025, atrás de farinha. O outro é de Victor J. Blue, para a New York Times Magazine: dona Paulina Ixpatá Alvarado e outras mulheres indígenas maias achí em frente a um tribunal na Cidade da Guatemala, em 30 de maio de 2025, no dia em que três ex-paramilitares foram condenados por estupro e crimes contra a humanidade.

E tem dois brasileiros entre os 42.

Eduardo Anizelli, da Folha de S.Paulo, venceu a categoria Histórias da América do Sul com “Aqueles que carregam os mortos”. São dez fotografias da operação policial de 28 de outubro de 2025 nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio, feita com cerca de 2.500 agentes, que terminou com 122 mortos. É a operação mais letal da história do Brasil. Ele entrou no Complexo da Penha de manhã e fotografou até o meio-dia.

A exposição abre em 27 de outubro. Um dia antes de essa operação completar um ano.

A outra brasileira é Priscila Ribeiro.

Ela venceu a categoria Individual da América do Sul com “Um Território de Esperança”, feita em 15 de novembro de 2025 na ocupação Parque dos Lagos, em Colombo. Colombo, região metropolitana de Curitiba. Vinte minutos daqui.

São cerca de 200 famílias vivendo sem rua asfaltada, sem luz, sem esgoto e sem água, brigando pela regularização fundiária. Na foto está Sandra Mara Siqueira descansando com os netos. Priscila diz que fotografou aquilo porque é próxima da comunidade e porque o problema da moradia é urgente.

Priscila Ribeiro mora em Curitiba.

Quer dizer que uma foto feita na região metropolitana daqui, por uma fotógrafa daqui, ganhou um prêmio mundial, rodou o planeta, e agora volta pendurada numa parede do centro da cidade, a alguns quilômetros do lugar onde foi tirada. E eu vou lá, com certeza.

Em 1944, em Theresienstadt, só existia uma câmera e ela pertencia a quem matava. Oitenta e dois anos depois, a melhor fotografia da América do Sul foi feita por uma mulher de Curitiba, numa ocupação de Colombo, e está exposta de graça no centro da sua cidade.

De quem é a câmera?

Dessa vez, é da gente.

Bora lá se encher de arte e pensar nas coisas.

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World Press Photo 2026

Caixa Cultural Curitiba, Rua Conselheiro Laurindo, 280, Centro

De 27 de outubro a 20 de dezembro de 2026

Entrada gratuita

Fontes

  • Gazeta do Paraná, World Press Photo 2026 em Curitiba
  • World Press Photo, Foto do Ano 2026, finalistas e agenda da exposição
  • Agência Lupa, checagem da imagem da trabalhadora na Paulista (12/10/2026) e projeto VigIA
  • Aos Fatos, checagem da foto de eleitores com tornozeleira (09/10/2026)
  • NPR e WePresent, sobre Priscila Ribeiro e “Um Território de Esperança”
  • Folha de Londrina e LatAm Journalism Review, sobre Eduardo Anizelli e “Aqueles que carregam os mortos”
  • USHMM, Theresienstadt como ferramenta de propaganda e o filme de 1944
  • Georges Didi-Huberman, “Imagens apesar de tudo”, Editora 34, 2020
  • German History in Documents and Images, Hitler ensaiando poses, c. 1927
  • Memorial da Democracia e Memórias da Ditadura, caso Vladimir Herzog
  • Brasil de Fato, Unifesp identifica a sala da farsa (2026)
  • Jean Manzon e o fotojornalismo no Estado Novo
  • Walter Benjamin, “A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica”, 1935/1936
Patricia Pavoni

PATI PAVONI

Roteirista, Redatora e Criadora de Conteúdo

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